O ambiente que abrigava um antigo estabelecimento bancário hoje serve aos
prazeres gastronômicos da culinária portuguesa. O restaurante continua
tradicional. Jaime Pinheiro ainda comanda da cozinha à recepção, ao lado da
família. O que mudou mesmo no Pampulhinha foi o local e a decoração, inspirada,
é claro, nos mares.
Ainda situado na avenida Benjamin Constant, o Pampulhinha pode ser
encontrado, agora, no número 1791. No endereço, além do restaurante, também fica
a Delicatessen com os produtos oferecidos na casa. Um dos destaques está na
carta dos vinhos. Tão variada quanto à culinária, há mais de mil marcas da
cultivada bebida, entre nacionais e importados da Austrália, Califórnia, Nova
Zelândia, Alemanha, Espanha e muitos outras procedências.
A paixão pelo vinho é tanta que Jaime fez questão de criar um espaço somente
de contemplação. O cofre, que era do banco, guarda outro bem precioso. Zelado
pelo deus Baco, a adega recebeu o ambiente climatizado necessário para a
conservação da bebida. As grades permanecem lá, mas apenas simbolicamente para
lembrar aos freqüentadores a essência preservada da uva. Um teto de vidro
jateado garante uma iluminação adequada.
Aromas, essências, predicados da culinária são cuidadosamente respeitados nas
criações da casa, da entrada ao prato principal, passando pela sobremesa. A
lista de opções é grande, mas a melhor pedida se adapta aos costumes e hábitos
portugueses, pátria-mãe do proprietário Jaime Pinheiro. Destaque supremo se
encontra nos frutos do mar e nos coloridos legumes cozidos. No paladar, Pinheiro
afirma ter feito uma adaptação usufruindo do tempero brasileiro.
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